Província Santa Cruz - Franciscanos - OFM - Belo Horizonte, MG
Santo Franciscano do dia: B Delfina de Glandèves B Delfina de Glandèves

Virgem da Ordem Terceira de São Francisco (1284-1358), com culto litúrgico de ofício e missa concedido por Inocêncio XII (24-07-1694).

Delfina de Signe, nascida por volta de 1284 da nobre família francesa de Glandèves, foi uma encantadora figura de mulher, que passou pelo mundo irradiando por toda a parte a luz da graça, o perfume da virtude e o calor do afeto. A sua santidade não era ruidosa, e por isso não marcou a história do seu tempo; era uma santidade delicadamente feminina, que se derramava ao seu redor, como a água da rega na terra, alimentando no bem a quantos com ela contatassem.

Desde a infância a sua presença foi para a família luz e consolo. Aos 12 anos foi prometida em casamento a um jovem que lhe não era inferior em gentileza, nobreza de sangue e beleza de alma. Chamava-se Elzeário, e era filho do Senhor de Sabran e conde de Ariano, no reino de Nápoles. Logo ao nascer, a sua mãe oferecera-o em espírito a Deus, e mais tarde fora educado num mosteiro por um austero tio. O casamento realizou-se quando Delfina completou 16 anos. Mas de comum acordo os dois jovens esposos se comprometeram a viver em castidade, como meio de perfeição mais sublime e mais árduo. Na mansão acastelada de Ansouis, os nobres cônjuges viveram não como senhores dum solar, mas como penitentes; não à maneira dos senhores feudais, mas dos ascetas nos tempos heroicos da Igreja primitiva.

Quando mais tarde passaram para o castelo de Puy-Michel, entraram na Ordem Terceira Franciscana, e a sua vida adquiriu uma nova dimensão, a da caridade, mediante a qual eles, ricos por condição, se fizeram humildes e pobres para socorrerem os pobres. Delfina e o marido dedicaram-se de alma e coração a todas as obras de misericórdia.

Quando Elzeário foi para o seu ducado de Ariano como embaixador no reino de Nápoles, a atividade beneficente do casal continuou, embora o ambiente aí fosse mais difícil. No meio de tumultos e rebeliões, os dois esposos foram embaixadores de concórdia, de caridade e de oração. Continuaram com as suas obras de beneficência, multiplicando esforços e sacrifícios, até que conquistaram a admiração do povo.

Elzeário faleceu pouco depois em Paris. Delfina sobreviveu ainda muito tempo, e honrou a memória do esposo do melhor modo possível, imitando-o nas virtudes e prosseguindo as obras de caridade. E teve a felicidade de ver o nome do marido inscrito no catálogo dos santos. Ela, aos 74 anos, foi unir-se a ele no descanso eterno, em 26 de novembro de 1358.

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Aniversariantes do dia:
B Delfina de Glandèves 21/09 Lourenço Tollenaar
Próximos aniversários:
22/09 Adilson Corrêa da Silva
27/09 Reinaldo Pereira Gomes
13/10 Valter Pinto Vieira Júnior
15/10 Hugo Maria van Steekelenburg
30/10 Fabiano Aguilar Satler
08/11 Ronilson Caetano da Silva
16/11 Jhonathan Darlon Batista Vieira
20/11 Alexsandro Rufino da Silva
21/11 Antônio Teófilo da Silva Filho
04/12 Robério Antunes Ruas
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