Província Santa Cruz - Franciscanos - OFM - Belo Horizonte, MG
Santo Franciscano do dia: B. Francisco Gálvez B. Francisco Gálvez

Da Primeira Ordem Franciscana (1576-1623), sacerdote e mártir no Japão, beatificado por Pio IX (07-07-1867).

Francisco Gálvez, mártir no Japão, nasceu numa localidade próxima de Valência, na Espanha. Terminados os estudos filosóficos e teológicos e ordenado diácono, tomou o hábito franciscano no convento de S. João Batista de Ribera.

Em 1612, depois de ter passado três anos nas Filipinas, partiu como missionário para o Japão, mas foi expulso logo em 1614, aquando da grande perseguição. Refugiou-se então em Manila, nas Filipinas, onde publicou vários opúsculos, como "A explicação da doutrina cristã", e sobretudo a obra em três volumes "Fios Sanctorum", traduzida para japonês.

Dois anos mais tarde, decidiu recorrer a um estranho expediente para levar a cabo o seu intento de ser missionário no Japão. Tingiu a pele de cor escura e camuflou-se de marinheiro negro, e assim conseguiu desembarcar de novo no Japão e retomar a missão evangelizadora. Mas uma ocasião em que tratava de mudar de residência para se esquivar a investigações dos perseguidores, atraiçoado por um cristão renegado, foi detido e preso na cidade de Yedo.

Assim passou a ser um dos cinquenta confessores da fé condenados a serem queimados vivos numa colina próxima da cidade. No dia 4 de dezembro, os verdugos algemaram os condenados, e depois de os terem passeado pelas ruas da cidade, conduziram-nos ao local do suplício. Durante o trajeto, Gálvez e outros iam pregando a fé aos numerosos cristãos e pagãos que acorriam por motivos diversos.

Ocorreu então um incidente inesperado que veio aumentar a emoção do estranho espetáculo. Momentos antes da execução, apresentou-se perante a multidão um senhor aparentemente importante, seguido de numerosos criados. Julgando tratar-se do portador de alguma mensagem imperial, o juiz executor mandou abrir alas para ele passar. Ele aproximou-se, desceu do cavalo e dirigindo-se ao responsável pela execução, perguntou-lhe porque é que esses homens iam ser mortos duma maneira tão bárbara. Ele respondeu que era por serem cristãos. Então o desconhecido disse: “Pois eu também sou cristão como eles, e por isso lhes peço que me incluam no grupo”.

Consultado sobre o caso o regente do Império, o intrépido herói de fé veio a ser associado efetivamente ao grupo dos santos mártires.

Comovidos e encorajados com tão heroico exemplo, uns trezentos cristãos correram para junto dos algozes, a proclamarem a sua fé e a pedir-lhes, de joelhos, que lhes concedessem também a eles a graça do martírio. Tiveram de ser afastados à força. Os santos mártires mesmo envolvidos pelas chamas não deixaram de patentear o seu heroísmo: de olhos postos no céu, não cessavam de glorificar a Deus e exortar os cristãos e pagãos que presenciavam o macabro espetáculo. Os próprios pagãos se admiraram com tanta coragem.

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