Província Santa Cruz - Franciscanos - OFM - Belo Horizonte, MG
Santo Franciscano do dia: B. Antônio de S. Boaventura B. Antônio de S. Boaventura

Primeira Ordem Franciscana (1588-1628), Sacerdote e M. no Japão, beatificado por Pio IX (07-07-1867).

Frei Antônio de S. Boaventura é espanhol, natural de Tui, na Ga- liza. Estudou filosofia na universidade de Salamanca, e nessa cidade foi recebido na Ordem dos Frades Menores e fez a profissão religiosa em 14 de julho de 1605.

Nesse mesmo ano partiu com 59 companheiros para as Filipinas, onde prosseguiu os estudos de teologia e ordenado sacerdote. Começou logo a dedicar-se ao sagrado ministério com tanto zelo, que os superiores o consideraram idôneo para a perigosa missão do Japão (1618). A sua atividade apostólica, nos 10 anos de missionário foi assim resumido pelo comissário geral da Ordem naquela terra:

“Antônio de S. Boaventura foi um apóstolo incansável que ganhou para Deus um sem-número de almas. Trabalhava noite e dia, quase sem descanso, a confessar, a batizar, a catequizar, a reerguer os que tinham sucumbido por medo à perseguição. Calcula-se que tenha reconduzido à fé mais de 2.000 apóstatas, muitos dos quais vieram a sofrer o martírio. Nesse período tão difícil em que o cristianismo era ferozmente perseguido, batizou mais de 1.000 pagãos; e nos dez anos que durou o seu ministério, nada conseguiu refrear o ardor apostólico do seu zelo”.

Denunciado por um falso amigo em janeiro de 1628, foi encarcerado na terrível prisão de Omura, onde, na convivência com muitos outros heróis da fé, teve a oportunidade de se preparar para o martírio, considerado por muitos como uma festa. Com efeito, numa carta escrita da cadeia em Setembro, dizia ele ao P. Pedro Matias, comissário das Filipinas: “Quando me vejo ainda aqui na masmorra e sei que há dezesseis dias estão prontos o poste e a lenha para eu ser queimado vivo, até me custa a acreditar que se trate precisamente de mim... O Deus de misericórdia, como pagas tão generosamente a quem te serviu tão mal!”.

Frei Antônio passou no calabouço nada menos de vinte meses, sem nunca desalentar, pois o desejo do martírio acompanhou-o durante toda a vida. Transferido para Nagasáki, para a Colina dos Mártires, foi queimado vivo, no meio de atrozes sofrimentos, suportados com heroica fortaleza, no dia 8 de setembro de 1628.

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