Província Santa Cruz - Franciscanos - OFM - Belo Horizonte, MG
Santo Franciscano do dia: Santo Inácio de Lacóni Santo Inácio de Lacóni

Primeira Ordem Franciscana (1701-1781), canonizado por Pio XII (21-10-1951).

Inácio, o segundo de nove irmãos, nasceu em Lacóni (Sardenha), em 17 de novembro de 1701, Filho de Matias Peis Cadello e Ana Maria Sanna Casu, pobres de bens materiais, mas ricos de fé. Desde criança se distinguiu pela bondade e pela piedade, e desde a adolescência começou a exercitar-se em jejuns e mortificações.

Aos 18 anos adoeceu gravemente e fez a promessa de entrar nos Capuchinhos se viesse a curar-se. Depois disso ainda escapou a outro perigo mortal e por isso manteve a promessa. A 3 de Novembro de 1721 foi a Cálari apresentar-se ao convento dos Capuchinhos de Buoncammino; num primeiro contato não foi aceite, devido à sua débil constituição, mas mais tarde veio a ser recebido e tomou hábito em 10 de novembro de 1721 no convento de S. Bento. No fim do ano de noviciado foi transferido para o convento de Iglésias, onde lhe deram o ofício de despenseiro e também o encarregaram de pedir esmolas nos campos de Sulcis. Depois de 15 anos passados em diversos conventos, foi novamente enviado a Cálari, ao convento de Buoncammino, destinado primeiramente ao tear onde se tecia o pano para os hábitos dos religiosos, e mais tarde, a partir de 1741, nomeado esmoleiro na cidade, ofício de grande importância e responsabilidade.

Durante 40 anos foi Cálari o campo do seu maravilhoso apostolado, desenvolvido com infinito amor, entre os pobres e os pescadores. Era venerado por todos devido ao esplendor das suas virtudes c aos numerosos milagres por ele realizados, a ponto de lhe chamarem o "santo pai". Um testemunho da época, absolutamente insuspeito, da grande veneração de que era rodeado o humilde capuchinho, é o do pastor protestante José Fues, na altura residente em Cálari. Numa carta dirigida a um amigo da Alemanha, exprimia-se assim: “Todos os dias vemos a dar voltas pela cidade um santo varão, irmão leigo capuchinho, que com seus milagres granjeou a veneração dos compatriotas”. Tinha-se dessa forma transformado numa figura típica e quase insubstituível da cidade, que nessa altura passara para o domínio da casa de Sabóia. Pedia esmola nos bairros populares, ao largo do porto, nas tabernas e nas cantinas. E em troca da oferta que pedia para os necessitados, dava o seu bom exemplo, e também uma palavra de agradecimento, um bom conselho, uma exortação à virtude.

Conhecido, respeitado e amado por todos, via gerações a sucederem-se ao seu redor, crianças a passarem a adultos e os adultos a velhos. Só ele não mudava: sempre nos mesmos lugares, sempre no mesmo convento, sempre com a mesma caridade, simplicidade e bondade.

Ficando quase cego em 1779, passou os últimos anos da vida em profunda oração, até ao dia da morte gloriosa, que teve lugar em Cálari, em 11 de maio de 1781, contando ele 80 anos.

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